terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Me denomino por menina que chora, quando a coisa aqui dentro foge de controle e eu tenho vontade de correr mas não sei onde ir, as lagrimas correm por mim.
Se o que tenho agora em mim tivesse um nome seria destruição, vivi achando que era vivo, me enganei. As flores eram de plástico, não agüentaram o calor que dei, derreteu. Dessa dor escorre lagrimas, sem palavras sem pensamentos, resta meu coração, quase murcho, cortado em fatias e distribuído aos cachorros da praça.
Aqui dentro está oco, copo cheio d´agua, afogamento, desistência, meu corpo se contrai por não conseguir reagir, quero que essa água toda escoa e que não sobre nada para me afundar, lava a calçada e traga esperança limpa, não de ti, mas dos dias que virão com o esquecimento e a evaporação.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ana, Rúbia e Manu confabulando sobre a nova peça da
Acruel Companhia, "É uma vez e para sempre".

domingo, 3 de agosto de 2008

Caetano Veloso se não se chamasse Caetano Veloso seria bem melhor do que o Caetano Veloso.

Conversa corriqueira de fila de supermercado 4

Fila de supermercado

Mulher 1: (olhando para a cesta de compra da mulher 2) Você comprou atum? Prefiro salmão...
Mulher 2: Adoro salmão, mas hoje eu queria um peixe com uma textura diferente...
Mulher 1: É, parece que desmancha na boca né?
Mulher 2: O atum é um pouquinho mais durinho e esfiapa...
Mulher 1: Não troco salmão por nada...
(Dois peixes gigantes vêm voando e cada um come uma das mulheres)
Peixe 1: Não gostei muito dessa carne, gosto de carne mais magra...
Peixe 2: Gostei dessa, tem um gosto forte...
Peixe 1: Mas mesmo assim a textura está boa, parece que derrete na boca...

A fila do caixa se acende e os peixes vão embora.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

E o que fará nessa noite chuvosa de outono?

E o que fará nessa noite chuvosa de outono? E o que serão das flores? Molharão o chão da sua casa murchas e excessivas... e irão para cesta do lixo e não para o vaso da sala, já haviam flores sadias por lá... passei na hora errada... desculpe... e agora me convida para um café, porque afinal, é outono e noite chuvosa, ao menos um café quente para a hora errada em que passei, em silencio na cozinha, do outro lado da bancada, sem olhar. Olhar. Chão. Abajur. Flores sadias. Bombons. Um laço vermelho.
Me empresta um guarda chuva? Mando pela dona Sininha amanhã, e escuta, volto para buscar a tv outro dia, está chovendo lá fora...