segunda-feira, 5 de maio de 2008

e agora?

Tento pensar sobre o mundo para não me igualar aos girinos, tantos outros parecidos e ninguém sabendo quem vai sobreviver.. só tentando sobreviver mesmo não sabendo o que acontece fora do riacho...


e mais clichê ainda eé eu falando absurdos pra você bebendo vinho e fumando um cigarro sozinha em frente ao pc

sou artista clichê
no frio
com um cachecol gigante
unhas vermelhas
vinho
cigarro
e absurdos...
e irei dormir
não há coisa melhor do q meias
bolsa de água quente
e edredon
e no momento diálogos e admiração é o q me dá tesão
infelizmente a ignorância é uma benção... se eu ãao tivesse me intelectualizado um pouquinho já teria dado para uns 5 nessa semana

pô, a pseudo-intelectualidade é uma pílula anticoncepcional


para o Celso funciona
para mim
fico com o vibrador

não. a gente não serve pra nada. não esqueça disso.

é verdade... mas, eu sempre acho... sendo, atriz, mesmo sendo uma utopia, q sirvo de algo

não. ninguém serve pra nada e ninguém liga pra nada
cada qual toca sua vidinha se achando especial e esquecendo que somos bovinos
eu peguei aversão à intelectualidade aqui

a filosofia... sou eu q faço a minha... não se deixe corromper

já me corrompi faz tempo
é muito papinho e pouca ação
eu sempre penso naquelas discussões universitárias

e não t acrescentam?

em nada
porque volta naquilo q já falamos
cada um vive sua vidinha nada especial
quando na verdade eu não ligo pra o que eles tem a dizer e vice-versa

e aí?
o que se faz?
se mata?
fuma maconha?
toma doce?
ou joga uma menina pela janela?
ou tranca a filha no porão e a estupra por 24 anos?


fazer isso pra que? alterar seu cérebro não te tira do fato que além de bovino você é um bovino afetado

Eita classe média!

Quando dizem por aí que a ignorância é uma benção, é verdade! Nunca tinha pensado tanto sobre isso, e agora, saindo da ignorância venho refletir sobre tal jargão popular.
Sair da ignorância e ver a luz, já dizia Platão com o seu mito da caverna, tudo ofusca demais. Saio na noite e a noite me ofusca os olhos, pessoas que vão para supermercados, que olham os outros como mercadoria, não querem nem saber a procedência, a marca, o slogan, quanto tempo de tradição, se é dermatologicamente testado, se tem o selo de qualidade do Inmetro... vão apenas atrás do rótulo mais bonito e quando conseguem o tal produto saem com a máscara do Dunga na copa de 94 erguendo a taça.
A cada passo que dou fora da caverna mais me espanta o comportamento alheio e o meu comportamento diante tanta luz; impaciência, chatice e falta de tesão me preocupam, vou viver só nesse mundo, pois diante tanta luz não encontro nada satisfatório, apenas a luz permanente da classe media.
Classe media burra e ignorante, pode ser diferente e está ai se portando como animais irracionais no cio.
Perdoem-me o jargão, mas

A IGNORÂNCIA É UMA BENÇÃO !

segunda-feira, 31 de março de 2008

Conversa corriqueira de fila de supermercado...

I ATO

Fila de supermercado

Mulher 1: ( colocando a mão na barriga ) Aiii to sentindo um vaziooo....
Mulher 2: Isso é Sartre.
Mulher 1: Quer dizer que to tendo uma crise existencial?
Mulher 2: É só comer que passa...
Mulher 1 come mulher 2

II ATO

Mulher 2: (colocando a mão na barriga) Sartrezinho é meu filho, já já vou desovar...
Mulher 1: Quer dizer que Sartre não passa de um bom caviar?

A luz do caixa se acende e elas vão cada um para um caixa

fim de noite vazia

Uma mesa. uma cadeira. uma cerveja. um cigarro. um cinzeiro. um cigarro. um abajur. um vaso. quatro flores, melhor três. Hoje sou um número ímpar... eu. eu subjetividade. eu me projetando. quero ser preenchida... Alo? Alguém ai? Eu me respondo... Há três cigarros esperando para serem fumados. três copos a serem terminados.......... uma cadeira vazia a minha frente... chega de números ímpares, alguém pode se sentar por favor?

segunda-feira, 3 de março de 2008

A história do ganso empapuçado

Sou o ganso chato da fazenda que as crianças correm atrás com suas pedrinhas achadas no caminho, elas jogam com a malicia da criança que quer ver o ganso ferido sangrando sem utilidade, sem janta, sem proteção, sem defesa pessoal. O bisavô grita para que elas parem, o jantar é essencial para aquela família que se reúne aos domingos para beber, jogar e brigar. O ganso caído no quintal é o mesmo saco de cimento que servem como tira gosto do jantar. Todos perguntam o que é, e o ganso agora se torna um ser de status “Foie gras” dizem fazendo biquinho, sem saber a crueldade diária que o animal passou. Um tubo de 40 centimetros é enfiado goela abaixo até chegar no estomago, onde um motor ajuda a empurrar 1 kg de comida gordurosa. Mal sabem eles que o que estão comendo é um fígado com 10 vezes o tamanho original, um fígado doente do animal que teve a membrana celular hepática rompida.
Agora eles comem fazendo o processo inverso, admiram o ser que no vaso sanitário é esquecido e descartado como dejeto fedido.

Quem sou eu

Quem sou eu... a pergunta que todo o ser humano se faz e não obtém respostas. Na minha curta vida tenho me perguntado sobre, mas o constante passar dos minutos não deixa concluir o meu vazio existencial. A cada minuto um novo ser surge diante de mim... sou neurótica, sou defensora dos fracos espertos, os burros deixo para outro. Sou da família mesmo sendo a estranha no ninho, sou dos amigos, da amizade instantânea, da mesa de bar. Sou raiz, sou pólen. Sou o eco da risada fácil. Sou uma conservadora liberal, ou uma liberal restritiva. Sou das exatas, gosto da química. Sou a insegurança da pergunta do ator perante a vida. Sou um raio de sol que atravessa a cortina pela manhã. Sou o cão de caça, o cão de guarda, o cão selvagem, o cão bravo do vizinho ao lado, o cão mimado e domesticado com seus laços cor de rosa e seu perfume de pet shop. Sou a fronteira dos estados, a sublimação da matéria. Sou mãe mais que filha. Sou o dinamite sem pavio prestes a estourar. Sou um animal gordo na água fria que desliza entre banhas e cores. Sou o conflito do paradoxo, sou a junção dos minutos, quero todos agora nesse breve minuto que se encerra. Agora sou um ponto final, se fosse virgula o texto seria outro.

sábado, 24 de novembro de 2007

Divagações da noite do dia 24 de novembro de 2007 no Café do teatro

O êxtase da comunicação se dá pela performance do ouvinte!

Estou grávida de mim mesma, estou me re-gerando, vou renascer!

Por que só falo de amor?

Cada um com cada qual
e
Cada qual com cada um!
ou seja,
Cada macaco no seu galho!

Viver em Curitiba é estar encubado em seu próprio peido, você sabe que é ruim, mas acaba gostando de vivê-lo sozinho!

A qualidade da refeição é como um durepox engolido por um mendigo!

Exercício para inspiraçao: (Orientações)
1. Brinde com um amigo
2. Apagar no mínimo dois cigarros no Café do Teatro
3. Converse com um cigano
4. Sempre PEÇA mais uma, e assista mais uma PEÇA amanhã
5. Ligue para: pi pi pi .. acho que está ocupado

Se eu bato palma vou a luta...
é um eterno estar a procura.
Biscate... ser ou nao ser?
É dar sem receber...
bisca, cisca, cata uma minhoca.
É como um cachorro que procura o perfume...
Biscatessszzzzsss é... jogar milho aos pombos,
da mesma forma que alimenta, é alimentado.
Sabendo que tudo é tesão e com-paixão.
Tudo depende do ponto de vista...
Nessa lista, há quem invista!

Rubia Romani, a escorpiana!

Airton Rodrigues, ou com z se preferir, o sagitariano!

Criação Colaborativa de seres que insistem em beber no Café do Teatro!
Rubia, Airton, Carlos e Ricardo.